Produtores cobram valorização nos preços pagos ao leite

Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos e Econômicos da Faeg (Foto: Larissa Melo)
Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos e Econômicos da Faeg (Foto: Larissa Melo)

Produtor não pode ficar refém das altas e baixas na comercialização, diz gerente de estudos da Faeg

Entregar o produto e só receber, em média, depois de 45 dias não é uma realidade das mais animadoras. Ainda mais quando os preços pagos aos produtores não favorecem a continuidade da produção. É assim que os produtores goianos de leite tocam seu negócio. Buscando encontrar uma alternativa para reduzir as quedas nos preços, a Comissão de Pecuária de Leite da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) recebeu produtores de vários cantos do estado para uma reunião na sede da entidade. O encontro aconteceu na última terça-feira (13) e serviu também para definir novas estratégias para o setor lácteo, como mercado, organização dos produtores, além de outros gargalos presentes no dia a dia do produtor. 

De acordo com o gerente de Estudos Técnicos e Econômicos da Faeg, Edson Novaes, o produtor não deve ficar refém das altas e baixas na comercialização do leite. “O produtor hoje vive uma instabilidade enorme em relação a venda do seu produto. Ele entrega o leite em julho com um valor, mas recebe em agosto com outro valor abaixo do esperado”, destaca Novaes, que na ocasião falou para produtores de leite e representantes de cooperativas.

Além disso, ele explica que esse fator pode impactar diretamente na renda dos produtores, na racionalização dos custos de produção e principalmente gerar desemprego no campo. “Isso é algo sério e que precisa urgentemente de mudanças. São políticas que devemos evitar e buscar por meio de diálogos com as indústrias, mecanismos que possam mitigar esses efeitos altos e baixos dos preços nos últimos anos”, disse, acompanhado pelo superintende do Senar Goiás, Eurípedes Bassamurfo. 

Para o presidente da Comissão, Antônio Pinto, os produtores precisam se organizar e trabalharem juntos para fortalecer a classe. “Tem dois anos seguidos que o leite produzido em Goiás vem caindo significativamente e precisamos contornar isso. A união entre nós produtores é fundamental e precisamos trabalhar juntos para o setor avançar”, ressaltou Antônio.

Produtores

Segundo o produtor de leite da região de Piracanjuba, José Cláudio Carneiro, a situação imposta aos produtores em determinadas regiões chega a ser desvantajosa e muitas vezes em situações de desvalorização. “Primeiro a gente entrega o produto e ficamos na expectativa de qual valor será pago a nós, o que na grande maioria não é favorável para os produtores que trabalham com o setor lácteo”, disse. 

Na visão do produtor Gilson Gonçalves, o problema do produtor com a indústria vem acontecendo há muitos anos. “Quando você trabalha em um setor sem expectativas de valor fica complicado lidar com esse tipo de produção. Ficamos a mercê das industrias que sempre empoem valores em cima de nós produtores”. 

Mário Bibiano, produtor de leite da região de Piracanjuba aponta que o produtor deve acompanhar de perto a questão dos preços e valores pagos ao leite. “Precisamos estar a parte e participar da tomada de decisão, para que não sejamos tão afetados assim. Estamos desestimulados e descapitalizados”. (Assessoria de Comunicação da Faeg)

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