Cunha Bastos: “Falta só o trâmite burocrático”

Vista do Colégio Estadual Cunha Bastos antes de ser demolido (Foto: Google Street View)

Renovadas a cada período eleitoral, promessas de reconstrução de colégio tradicional se acumulam há sete anos

Sete anos após os alunos do Colégio Estadual Cunha Bastos serem transferidos para um local “provisório”, o governo renovou as promessas de reconstrução de uma das escolas mais tradicionais de Rio Verde

O comunicado, às vésperas da campanha eleitoral, foi feito por ninguém menos do que o deputado e pré-candidato a prefeito pela base marconista em Rio Verde Lissauer Vieira (PSB).

O projeto está praticamente pronto”, “Falta apenas o trâmite burocrático” e “Esperamos que comece ainda neste ano” foram algumas das garantias dadas pelo parlamentar após reunião com a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira. Ele entrou ao vivo em emissoras de rádio para dar a notícia em primeira mão.

O expediente foi exatamente o mesmo utilizado pelo representante de Rio Verde na Assembleia Legislativa no final do ano passado para comunicar a reconstrução emergencial da GO 174, até hoje no campo das promessas. A diferença é que a “garantia” tinha sido fornecida pelo presidente da Agetop, Jayme Rincón. Desta vez, alegou, o projeto foi “puxado” da Agetop para a pasta da Educação.

Abandono

Renovadas a cada período eleitoral, as promessas de reconstrução do Cunha Bastos se acumulam desde 2009 e já não empolgam mais alunos e professores. O projeto previa a edificação de três blocos, biblioteca e salão coberto, mas a obra foi abandonada pela construtora logo no início.

A estrutura original permaneceu abandonada até 2015, acumulando lixo e se tornando um foco de dengue em pleno centro da cidade. Depois de muitas reclamações de vizinhos, o prédio foi demolido no ano passado pela Prefeitura e aquilo que deveria ser uma escola-modelo transformou-se em um lote baldio desde então.

Além disso, o prédio alugado onde os alunos passaram a ter aulas “provisoriamente” já foi notícia duas vezes em todo o Estado depois que o dono do imóvel trancou os portões da escola em razão de atrasos de oito meses no pagamento do aluguel.

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