‘Rachadinha’ derruba mais dois vereadores de Jataí

(Foto: Vânia Santana)

Quatro parlamentares já foram afastados nos últimos 30 dias sob acusação de ficar com parte de remuneração de servidores. Um deles renunciou ao mandato, mas não evitou bloqueio de bens no valor de quase R$ 1 milhão

A Câmara Municipal de Jataí foi notificada pelo juiz Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro, da 2ª Vara Cível, Fazendas Públicas, Meio Ambiente e Registros Públicos de Jataí, na tarde desta segunda-feira, dia 6, do afastamento cautelar, por 180 dias, dos vereadores Gildenicio Santos (MDB) e Marcos Antônio (PDT). O juiz atendeu ação cautelar antecedente de ação civil pública de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público do Estado de Goiás.

Durante o período de afastamento, os dois parlamentares não poderão frequentar as dependências da Câmara Municipal, ficarão proibidos de contatar seus servidores ou ex-servidores e não poderão retirar nenhum pertence de seus gabinetes, que foram lacrados por uma oficial de justiça. Também foi decretada a indisponibilidade de bens no valor de R$ 402.600,00, no caso de Gildenicio Santos, e de R$ 300.963,06, quanto a Marcos Antônio.

Nenhum suplente será convocado para o lugar dos parlamentares afastados, pois não houve perda de mandato, já que o período de até 180 dias será utilizado pela justiça para investigar e tomar depoimentos a respeito das duas ações.

Efeito dominó

No último dia 4 de abril, João Rosa (PSDB) renunciou ao mandato de vereador de Jataí. Ele havia sido acionado pelo MP por manter esquema de recebimento de parte das remunerações de servidores da Câmara Municipal. A renúncia, todavia, não impediu o bloqueio até o valor de R$ 997.500,00 das contas do ex-parlamentar pela Justiça.

Ainda no mês passado, o magistrado determinara o afastamento cautelar do então presidente da Casa, Mauro Antônio Bento Filho (MDB), por 180 dias, também acusado de receber parte do salário dos servidores. Consta na denúncia do MP que, desde janeiro de 2009, ele recebia mensalmente dos funcionários do gabinete parte das remunerações para preservá-los em seus cargos.

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