Vigilantes querem bloqueio de repasses à empresa terceirizada

Vereadores Lúcia Batista e Lucivaldo Medeiros na reunião ontem com funcionários da empresa terceirizada

Com salários atrasados e medo de calote no final do governo Juraci, funcionários da Prudência Vigilância acusam Prefeitura de acobertar empresa

Com salários atrasados e sem receber férias há mais de um ano, funcionários da Prudência Vigilância temem um calote da empresa terceirizada pela Prefeitura de Rio Verde no final do governo Juraci Martins.

Convidados pela vereadora Lúcia Batista (PRP), eles tiveram uma reunião ontem (7) na Câmara Municipal para discutir soluções para o problema, que se arrasta há vários meses. Além de Lúcia, também participaram os vereadores Lucivaldo Medeiros (PMDB), Idelson Mendes (PMN) e Luciano Perpétuo (PSB).

A empresa, que é de Senador Canedo, tem contrato com a Prefeitura de Rio Verde desde 2014 para cuidar da segurança do patrimônio do município e já faturou mais de R$ 8 milhões. Os contratos vêm sendo renovados graças a uma fartura de aditivos.

A firma não enviou nenhum representante para a reunião.

Segundo Lúcia Batista – que denuncia irregularidades na empresa desde 2014 – o prefeito Juraci Martins tem sido conivente ao renovar seguidamente os contratos, uma vez que a empresa não forneceu as certidões negativas necessárias.

“Essa empresa está sendo administrada de dentro da Prefeitura. Não tenham dúvidas de que alguém está se beneficiando”, afirmou.

A secretária municipal de Administração, Lívia de Mattos, que é de Senador Canedo, e a controladora-geral do município, Débora Chiogna, foram convocadas no mês passado a prestar esclarecimentos na Câmara Municipal.

Nenhuma das duas compareceu. Elas também não enviaram representantes para a reunião de ontem.

Segundo os vigilantes, a secretária de Administração “manda e desmanda” na empresa, inclusive demitindo funcionários.

O sindicato da categoria acusa a empresa de perseguir e intimidar os vigilantes que reclamaram dos pagamentos atrasados. Durante a reunião, vários funcionários disseram que tiveram suas assinaturas falsificadas em comprovantes de férias que jamais teriam sido pagas.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos e Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Rio Verde (Sindisegurv), Kenio da Silva Menezes informou que um inquérito está em andamento desde janeiro no Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar possíveis fraudes da empresa no recolhimento de encargos sociais.

Com medo de calote e diante da inércia do prefeito Juraci Martins, os funcionários cogitam fazer uma manifestação com suas famílias na porta da Prefeitura na tentativa de sensibilizar a administração. A empresa tem 78 funcionários em Rio Verde e muitos deles disseram ontem que, devido aos atrasos, seus familiares têm passado necessidades básicas.

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