Lissauer deixa padrinho político em apuros

Ex-secretário de Juraci Martins, Lissauer Vieira contratou shows milionários. Agora, promotor de Justiça cobra do ex-prefeito devolução do dinheiro aos cofres públicos

Secretário de Comunicação no segundo governo de Juraci Martins, Lissauer Vieira deixou uma bomba relógio na administração que só foi explodir agora no colo do ex-prefeito de Rio Verde.

Em 2013 e 2014, a secretaria gastou R$ 3 milhões em shows e, segundo o Ministério Público, pagou até por apresentações artísticas que não foram realizadas.

O promotor de Justiça João Marcos Andere, em ação de improbidade, acaba de pedir o bloqueio de bens no valor de R$ 2,7 milhões do ex-prefeito e R$ 103 mil da empresa Rio Marketing e Promoções Ltda.

O representante do MP asseverou que as despesas foram feitas quando o município passava por grave crise financeira, que comprometiam a atenção à saúde e educação com a alegação de falta de recursos.

O Ministério Público destina atenção especial à contratação de forma simulada de duas duplas sertanejas, que receberam R$ 143 mil mesmo sem terem subido ao palco na comemoração do aniversário de 167 anos de Rio Verde.

Entre os artistas contratados estão alguns dos cachês mais caros do país, como Leonardo e João Neto e Frederico.

Realizados em pleno ano eleitoral, os shows foram um forte instrumento de propaganda da candidatura de Marconi e dos deputados Lissauer Vieira e Heuler Cruvinel em Rio Verde em 2014.

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A ação pedindo o ressarcimento aos cofres públicos do gasto milionário com shows e festas foi proposta agora, mas o inquérito foi aberto em 2014 pela promotoria de Justiça.

Os ex-gestores admitiram ao MP que as duplas contratadas para o show de Leonardo realmente não se apresentaram e que, mesmo assim, foram pagas.

A justificativa foi de que os valores foram uma forma de pagamento a uma outra apresentação dos sertanejos no Arraial das Abóboras, realizado em data anterior.

Chamados para prestar esclarecimentos, os artistas confirmaram ter se apresentado no Arraial das Abóboras antes da festa de aniversário da cidade e que receberam o cachê antes de subirem ao palco, o que é ilegal.

Os ex-gestores alegaram “desconhecimento” e que fizeram o processo de contratação para o Arraial com data do aniversário de Rio Verde. (Clique aqui para ler a matéria completa no site do Ministério Público)

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