Medo da gripe faz rio-verdense se esquecer da dengue, zika e chikungunya

Aedes Aegypti: campanha contra o mosquito perdeu força

Campanhas contra o mosquito deram lugar à corrida por vacinas e mudanças de hábitos

Com 4.327 casos de dengue registrados apenas nos dois primeiros meses do ano, as campanhas contra o mosquito Aedes Aegypti em Rio Verde deram lugar à preocupação com a gripe A.

O surto de Influenza A, que atingiu o município dois meses antes do previsto, iniciou uma corrida intensa pela vacina nos postos de saúde e na rede particular. Com 22 suspeitas e três casos confirmados de H1N1 até ontem, 2, a quantidade de vacinas tem sido insuficiente até mesmo para os grupos prioritários.

Ainda que longe de poder ser considerado uma epidemia, o surto do vírus H1N1 causou mudanças de hábito, como o uso frequente de álcool gel e até máscaras em ambientes públicos. O assunto também incendiou os grupos de Whatsapp.

“É louvável que sejam tomados todos os cuidados com o vírus H1N1, no entanto não podemos esquecer das precauções não só contra a dengue, mas também chikungunya e zica”, alerta a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Patrice Guimarães.

Segundo a especialista, apesar dos casos de dengue serem incomparavelmente mais expressivos, é difícil estabelecer qual das enfermidades representa maior risco de contaminação. “O vírus H1N1 pode ser transmitido via aérea de uma pessoa para a outra e ainda existe a vacina. A dengue, zica e chikunguya já são diferentes. Nesse momento não podemos descuidar de nenhuma delas.”

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