Decretada prisão preventiva de homem que atropelou e matou criança que brincava na calçada

(Foto: Divulgação)

O juiz Rodrigo de Melo Brustolin decretou a prisão preventiva de Cláudio Gomes da Silva, suspeito de ter atropelado e matado uma criança de 4 anos, no último domingo (10), quando ela brincava na calçada de sua casa com outro garoto de 6 anos.

Cláudio não tinha habilitação e estava dirigindo uma motocicleta embriagado. Os dois meninos brincavam com  a vizinha de 6 anos, que não foi atingida. O outro garoto que foi atingido está internado no Hospital de Urgência da Região Sudoeste (Hurso), de Santa Helena. 

De acordo com o magistrado, os elementos investigativos revelam, preliminarmente, “robustos indícios” de autoria da prática do crime de homicídio, especialmente quando se considera as declarações, registros de atendimento integrado e termo de reconhecimento fotográfico.

Com relação ao perigo do estado de liberdade, para o juiz este se assenta de forma especial no risco à garantia da ordem pública. Isso porque, segundo ele, além de considerar a inequívoca gravidade do crime perpetrado, é importante salientar que o delito praticado pelo representado abalou, de forma significante, a ordem e repercutiu negativamente na população, sobretudo nos moradores do bairro onde ocorreu o acidente. 

Além disso, na sentença, Rodrigo Brustolin ressaltou que, além de não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o representado ingeriu bebida alcoólica em um confraternização e, em seguida, tomou a direção de um veículo automotor, em alta velocidade, vindo a invadir uma calçada e atropelar duas crianças, causando a morte de uma delas e lesões graves na outra.
 
“Percebe-se, portanto, a indiferença e a ousadia do representado que, mesmo diante das diversas campanhas educativas e mobilizações realizadas atualmente demonstrando os riscos da combinação existentes entre a ingestão de bebida alcoólica e a direção de um veiculo automotor, bem como do excesso de velocidade em via pública, optou por assim fazê-lo, ciente dos resultados danosos que sua conduta poderia produzir”, destacou. 

No entanto, de acordo com o juiz, não bastasse, após o fato, Cláudio evadiu-se do local sem prestar socorro às vítimas, no evidente intuito de se escusar do teste de alcoolemia, não havendo notícias de seu paradeiro até a presente data. “Tal fato, sem dúvida alguma, causa inevitável sensação de impunidade na população e descrédito na Justiça como um todo. Assim sendo, tenho que a prisão do representado se exterioriza necessária para garantia da ordem pública”, frisou. 

Por fim, Rodrigo Burstolin ressaltou que a prisão preventiva de Cláudio não se restringe somente às medidas preventivas de controle social, mas abrange de consequência a necessidade de promoção daquelas providências de resguardo à integridade das instituições, à sua credibilidade social e ao aumento da confiança da população nos mecanismos oficiais de repressão às diversas formas de delinquência. (Texto: Arianne Lopes – Centro de Comunicação Social do TJGO

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