“Meu patrimônio é fruto do meu trabalho”, alega Iris

Iris Rezende: ex-governador afirmou que conteúdo da reportagem é equivocado e "absurdo"

Peemedebista refuta matéria da Revista Época em que ele aparece como beneficiado pela Odebrecht desde os anos 1980

Uma reportagem da Revista Época narrando casos de corrupção entre empreiteiras investigadas na Lava Jato e políticos desde os anos 80 causou a indignação do ex-governador e líder do PMDB de Goiás Iris Rezende.

A matéria intitulada “Documentos do SNI mostram corrupção da Odebrecht na década de 1980” informa que repasses da empreiteira ajudaram o goiano a comprar uma fazenda no valor de 700 milhões de cruzeiros em Mato Grosso.

O texto, assinado pela repórter Alana Rizzo, aponta Iris como um dos políticos mais ricos do país. Em 2014, ele declarou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 30, 9 milhões. Também é anotado que, na última eleição ao governo estadual, a Odebrecht doou oficialmente R$ 200 mil para o candidato derrotado do PMDB.

Em resposta à reportagem da Época, Iris divulgou nota hoje, 2, alegando que o patrimônio milionário é fruto do trabalho como advogado no período em que teve os direitos políticos cassados pela ditadura militar e parte de herança do pai. Ele classificou o conteúdo da matéria de equivocado e absurdo.

“Uma lista vazada da Operação Lava Jato recentemente alcançou mais de 300 políticos, citados como beneficiários de doações da Odebrecht. São eles quem devem explicações sobre doações ilegais ou possível recebimento de propina da empreiteira. A notória lista atingiu três políticos em Goiás. Essa é a pauta sobre a qual Época e outros veículos deveriam se debruçar”, informa o comunicado oficial de Iris.

Os três políticos goianos que apareceram nas planilhas de pagamento da Odebrecht são o governador Marconi Perillo (PSDB), que teria recebido R$ 600 mil da empreiteira; do prefeito de Goiânia Paulo Garcia (PT), que é suspeito de ter recebido repasses de R$ 300 mil e, por fim, o ex-senador Demóstenes Torres, que pode ter ganhado pelo menos R$ 1,2 milhão da construtora.

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